📅 Um 2025 mais “curto” em feriadões
O ano de 2025 não foi exatamente um sonho para quem adora emendar feriados. Embora tenha trazido algumas datas estratégicas — como a Sexta-Feira Santa (18 de abril) e o Dia de Tiradentes (21 de abril, numa segunda-feira) —, boa parte dos feriados nacionais caiu em fins de semana ou em dias de difícil aproveitamento.
Isso fez de 2025 um ano mais produtivo para empresas e indústrias, mas menos vantajoso para o turismo e o consumo interno. Afinal, sem feriadões prolongados, muitos brasileiros preferiram ficar em casa, e o setor de viagens sentiu o impacto.
🏖 Já 2026 promete ser o oposto: o ano dos feriadões
Prepare-se: 2026 será o ano em que “descanso” e “emenda” vão andar de mãos dadas. Quase todos os feriados nacionais cairão em segundas ou sextas-feiras, abrindo espaço para longos finais de semana e impulsionando o turismo interno.
Para se ter uma ideia, datas como 7 de setembro (segunda), 12 de outubro (segunda) e 1º de maio (sexta) prometem feriadões perfeitos para viajar, descansar ou movimentar o comércio. Ao todo, serão nove feriados nacionais em dias úteis, contra seis em 2025.
Ou seja: 2026 será o ano dos feriados úteis e das oportunidades — mas também dos desafios econômicos.
📊 O lado econômico da folga
À primeira vista, mais feriados podem parecer apenas boas notícias. Afinal, o turismo ganha, o comércio aquece e milhões de brasileiros têm a chance de respirar entre uma rotina e outra.
No entanto, há outro lado da moeda.
Mais dias de folga significam menos horas de produção e atendimento, o que pode afetar diretamente indústrias, bancos, transportes e serviços essenciais.
Além disso, quando feriados caem em segundas ou sextas, é comum que empresas enfrentem quedas temporárias na produtividade, aumento no custo de horas extras e ajustes de logística.
Em contrapartida, o consumo tende a disparar em regiões turísticas e grandes cidades. Restaurantes, hotéis, transportes e e-commerces se beneficiam do movimento extra — gerando um efeito compensatório positivo no PIB de curto prazo.
⚖️ Produtividade x Consumo: quem ganha em 2026?
Tudo indica que o consumo sairá vencedor. O ano de 2026 deve injetar bilhões na economia com o aumento das viagens, hospedagens, lazer e alimentação fora de casa.
Por outro lado, a produtividade média por trabalhador pode cair, principalmente em setores que não conseguem recuperar as horas perdidas.
Para as empresas, o segredo será planejar com antecedência: ajustar escalas, adotar trabalho híbrido em vésperas de feriado e alinhar metas com folgas já previstas.
Para o trabalhador, será a chance de recuperar o fôlego, planejar viagens e aproveitar a economia do lazer que se reaquece.
💬 Conclusão: o calendário também move a economia
Se 2025 foi o ano do foco e da produtividade, 2026 será o ano da folga e do movimento.
Mais feriados em dias úteis significam uma economia mais aquecida no consumo e mais desafiada na produção — um verdadeiro jogo de equilíbrio entre descanso e crescimento.